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Brincadeira de menina ou brincadeira de menino?

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O Centro de Educação Infantil (CEI) Jardim Verônia, localizado no bairro de Ermelino Matarazzo, zona leste de São Paulo, vem desenvolvendo um projeto que por meio do brincar, da literatura e de atividades dirigidas, possibilita às crianças superarem a cultura que separa as brincadeiras entre aquelas que são de meninos e às que são de meninas.

Segundo a coordenadora pedagógica Rosangela de Morais, “a unidade começou a desenvolver esta ação quando no Projeto Especial de Ação (PEA) no ano 2011, os professores propuseram discutir sobre a diversidade humana e um dos temas estudados foi a questão de gênero”. Os Projetos Especiais de Ação (PEAs) são instrumentos de trabalho elaborados pelas unidades educacionais da Rede Municipal, que define ações pedagógicas e estudos temáticos a serem desencadeadas no decorrer de um ano letivo.

Rosangela relata, que “em 2012, a Universidade de São Paulo-Leste (USP-Leste), juntamente com a Universidade Federal de Lavras-UFLA e Universidade de Campinas (UNICAMP), fizeram parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SME) da cidade de São Paulo e ofereceram o curso ‘Tecendo Gênero e Diversidade Sexual nos Currículos da Educação Infantil’. Nesta oportunidade motivados pelas discussões do PEA, cinco professores do CEI, passaram nove meses estudando o assunto, trazendo reflexões para a unidade e realizando práticas sobre o tema”.

No trabalho com as crianças, os professores mediam o momento das brincadeiras livres, intervindo quando percebem que elas estão reproduzindo comportamentos que reforçam as desigualdades entre homens e mulheres, ou valorizam atitudes que promovam o tratamento igualitário entre os sexos.

Outra ação, diz respeito à realização de jogos dirigidos nos quais as crianças precisam refletir sobre como eles estão entendendo a problemática da identidade de gênero. Em uma dessas atividades os professores solicitam às crianças que escolham entre cadeiras azuis ou rosas e partir destas escolhas, conversam sobre o porquê delas. A coordenadora pedagógica diz que “com o tempo as crianças vão desconstruindo a ideia de que azul é de menino e rosa é de menina ou que brincar de carro é coisa de menino e brincar de boneca é de menina”.

Os professores realizam rodas de histórias e a partir delas refletem sobre o tema com as crianças. A coordenadora pedagógica complementa que “alguns livros de literatura infantil tem ajudado nessa prática, como, ‘Faca sem ponta, galinha sem pé’ (Rute Rocha – Ed. Salamandra), ‘Diversidade’ (Tatiana Belinky – Quinteto Editorial) e ‘O livro da família’ (Todd Parr – Panda Books)”.

Envolvendo a comunidade - Antes de iniciar as atividades dos projetos com as crianças, os pais foram comunicados e a coordenadora pedagógica explicou para eles, que “as brincadeiras não determinam o jeito de ser homem ou mulher, nem influenciam na construção do desejo sexual dos pequenos, eles precisam de liberdade de brincar do que quiser para se desenvolverem de forma saudável e autônoma”.

O CEI Jardim Verônia continua a desenvolver este projeto, e Rosangela tem consciência de que “mudar a cultura é algo a ser feito em longo prazo e demanda mais investimento em ações e reflexões que ajudem não só as crianças a evitar reproduzirem as desigualdades de gênero, como também aos professores e toda comunidade escolar que devem caminhar juntos na superação de qualquer tipo de preconceito”.

Para este ano, a unidade pretende realizar encontros de formação com os pais para esclarecer mais sobre o tema e continuar o seu aprofundamento nos horários de estudo dos professores.


04/02/2014 - 09:51