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A PROVA DA CIDADE

 

A Secretaria Municipal de Educação, por meio do Núcleo de Avaliação Educacional e da Diretoria de Orientação Técnico-Pedagógica,  criou um instrumento de avaliação para que a Cidade de São Paulo pudesse  auxiliar os alunos a adquirirem novas atitudes e comportamentos em relação a avaliações externas e de larga escala.

A Prova da Cidade consolidou-se como um instrumento pedagógico para que professores e gestores das escolas realizassem um diagnóstico do processo de aprendizagem, já no 1º semestre de cada ano letivo, subsidiando, assim, o replanejamento do 2º semestre.

Essa Prova também permitiria o conhecimento do processo de construção de uma prova padronizada e de larga escala, diferentemente de provas comprometidas com o sigilo, como a Prova São Paulo. Para tanto, a Prova da Cidade seria elaborada com a participação do professor, entendendo-o como protagonista da ação avaliativa.

Nesse sentido, para a primeira edição da Prova da Cidade, foi proposto o curso optativo Oficina de Elaboração de Itens, para que os professores das áreas de Língua Portuguesa e Matemática da Rede construíssem itens de acordo com os critérios específicos para compor a Prova.

A Prova da Cidade envolve também outros aspectos e objetivos importantes:

a) subsidiar tecnicamente a prática de realização de provas padronizadas, como a Prova São Paulo e a Prova Brasil;

b) descrever e analisar as dificuldades dos alunos em relação a determinadas habilidades, nos seus diferentes níveis de complexidade, oferecendo sugestões de intervenções pedagógicas;

c) permitir a compreensão de algumas análises estatísticas que podem ajudar a compreender as dificuldades pedagógicas dos alunos;

d) dialogar diretamente com os documentos oficiais da SME: Orientações Curriculares e Proposição de Expectativas de Aprendizagem e os Cadernos de Apoio e Aprendizagem;

e) envolver a equipe escolar no planejamento, aplicação, correção e interpretação dos resultados;

f) atender a diversas solicitações, sobretudo dos professores, quanto a:

         acesso aos itens;

         acesso às respostas dadas pelos alunos;

         inserção de itens de respostas construídas nas provas;

         acesso aos critérios de correção dos itens.

 

Para viabilização desses objetivos, tomou-se por base a proposta da Provinha Brasil, oferecendo:

Ø  Guia de Aplicação, disponibilizado anteriormente à realização das provas, para que seja discutido por professores e gestores e auxilie, na aplicação dos testes;

Ø  Guia de Correção, disponibilizado no dia seguinte à aplicação das Provas, apresentando todos os itens, respostas corretas, justificativas para as alternativas corretas e também para os distratores (alternativas incorretas), grades de correção para os itens de resposta construída, bem como esclarecimentos sobre o processo de elaboração da Prova.

Ø  Cadernos de Prova, disponibilizados para o professor no Portal da SME. 

 

Em comparação com a Prova São Paulo, a Prova da Cidade possui semelhanças e diferenças, conforme síntese apresentada no quadro a seguir. 

 

Prova da Cidade

Prova São Paulo

Utiliza a Teoria Clássica de Testes – TCT para análise dos resultados.

Utiliza a Teoria Clássica de Testes – TCT e a Teoria de Resposta ao Item – TRI para análise dos resultados.

Sem Blocos Incompletos Balanceados – BIB – todos os alunos de uma turma respondem a um mesmo conjunto de itens (mesma prova).

Com Blocos Incompletos Balanceados – BIB – grupos de alunos de uma mesma turma respondem a diferentes conjuntos de itens (provas diferentes).

Itens divulgados.

Itens sigilosos. Apenas alguns itens são divulgados.

Inspirada nos itens elaborados por professores da Rede.

Contém itens calibrados e aplicados em edições anteriores e itens do SAEB.

Logística de elaboração e aplicação desenvolvida pela SME.

Logística de aplicação desenvolvida por empresa contratada a partir de licitação pública.

Instrumento pedagógico para a escola.

Instrumento diagnóstico para políticas públicas da SME.

Não permite comparação com outras redes de ensino.

Permite comparação com outras redes de ensino.

Sem escala de proficiência.

Baseia-se na escala de proficiência do SAEB.

Participação de estagiários da SAAI na aplicação da prova para os alunos NEE.

Contratação de ledores e escribas, sob responsabilidade da empresa.

Provas em Braile e Ampliadas, elaboradas pela SME.

Elaboração das Provas em Braile, Ampliadas e em LIBRAS, sob responsabilidade da empresa

Correção de itens de respostas construídas pelos professores, conforme critérios propostos pelo Núcleo de Avaliação Educacional e por DOT. 

Inexistência de itens de respostas construídas em 2007, 2008 e 2009. A partir de 2010, a correção das produções de textos ficou sob responsabilidade da empresa contratada.

Participação por adesão.

 

Participação de toda a Rede.

 

Essas diferenças e semelhanças entre a Prova da Cidade e a Prova São Paulo constituem a caracterização das duas avaliações de larga escala do Sistema de Avaliação da Rede Municipal de Educação.

A Prova da Cidade é uma prova padronizada, com caráter externo e realizada em larga escala, cujas propostas de elaboração, aplicação, correção e intervenção estão mais próximas dos profissionais que atuam nas escolas. Ela aproxima-se mais, em alguns aspectos, de uma avaliação interna.

A realização da Prova da Cidade e os relatos positivos de educadores da Rede que participaram dessa experiência permitem afirmar que a possibilidade de participação de educadores no processo de elaboração do instrumento contribui para que haja uma maior adesão das escolas. Dessa forma, a Prova da Cidade constitui-se como um instrumento que, além do já exposto, permite o aperfeiçoamento e a reorganização das práticas pedagógicas e avaliativas da escola, caracterizando-se, inclusive, como elemento formativo no âmbito escolar.